Cibersegurança em empresas: o que o software deve garantir

13 Feb 2026 | 4.5 minuto(s) de leitura

A transformação digital e as novas tecnologias trouxeram muitas vantagens para as empresas, mas também desafios, especialmente na área da proteção de dados. Para as empresas que usam softwares de gestão, o planeamento estratégico de cibersegurança passou a ser imprescindível.

Neste artigo, explicamos quais as melhores práticas que os empresários devem adotar para proteger a empresa e os dados dos clientes.

O que é a cibersegurança?

A cibersegurança é o conjunto de práticas/tecnologias usadas para proteger sistemas, redes e dados contra ciberataques, acessos não autorizados e danos digitais. Envolve desde medidas simples, como senhas fortes e antivírus, até soluções avançadas, como criptografia e monitorização de redes.

Assim, garante:

  • Confidencialidade: apenas pessoas autorizadas acedem aos dados
  • Integridade: os dados não são alterados sem permissão
  • Disponibilidade: os sistemas e dados estão sempre acessíveis quando necessário

Quais os principais tipos de cibersegurança existentes?

Existem diversos tipos de cibersegurança que visam a segurança da informação e a proteção contra danos e ataques digitais.

Eis algumas das principais soluções de cibersegurança adotadas pelas empresas:

  • Segurança de rede: garante proteção contra invasões e acessos não autorizados da rede, através de firewalls, antivírus e monitorização de tráfego, por exemplo
  • Segurança de endpoints: proporciona proteção contra dispositivos individuais, como computadores, tablets e smartphones
  • Segurança de aplicações: o seu objetivo é evitar falhas em softwares como ERP e CRM
  • Segurança de dados: garante o sigilo e integridade com criptografia e backups
  • Segurança na nuvem: fornece proteção de serviços e dados online, com autenticação multifator e permissões controladas
  • Segurança operacional: através da definição de políticas e procedimentos internos de segurança
  • Gestão de identidade e acessos, IAM: controla quem pode aceder a sistemas críticos
  • Recuperação e continuidade: permite manter o negócio em funcionamento após incidentes, através de backups, disaster recovery e testes de resiliência

Que ameaças cibernéticas podem afetar a minha empresa? 

São várias as ameaças cibernéticas a que podemos estar expostos hoje em dia. No caso das empresas, estas ameaças são particularmente perigosas, pelo tipo de dados sensíveis que estas armazenam.

Algumas das principais ameaças cibernéticas a que as empresas podem estar sujeitas passam por:

  • Malware: são softwares maliciosos, como vírus ou ransomware, que podem roubar dados ou bloquear arquivos. Exemplo: um funcionário abre um anexo de e-mail que bloqueia todos os arquivos do computador
  • Phishing: são tentativas de engano de utilizadores para obtenção de dados pessoais ou senhas. Exemplo: Alguém recebe um e-mail falso de um banco solicitando dados, que dão acesso a hackers
  • Ataques de força bruta: quando os hackers tentam adivinhar senhas através de programas automáticos. Exemplo: um sistema de gestão com uma password fraca é acedido indevidamente
  • Roubo de dados: quando informações sensíveis são copiadas ou extraídas sem autorização. Exemplo: um funcionário desonesto copia informações sobre clientes ou relatórios financeiros
  • Ataques DDoS: consistem na sobrecarga de servidores ou sistemas, tornando-os indisponíveis. Exemplo: um website de e-commerce fica offline, o que prejudica as vendas e a sua imagem junto dos clientes
  • Exploits e vulnerabilidades: quando as falhas em softwares desatualizados são exploradas. Exemplo: um ERP desatualizado é invadido por uma falha já corrigida
  • Ataques internos: colaboradores podem causar danos intencionais ou acidentais. Exemplo: um funcionário partilha passwords de acesso de um sistema crítico.

De que forma o software de gestão protege os dados contra ameaças cibernéticas?

Um bom software de gestão e contabilidade utiliza cibersegurança para proteger informações financeiras, fiscais e pessoais.

Algumas práticas importantes incluem:

  • Controlo de acessos: apenas utilizadores autorizados conseguem aceder às informações, havendo controlos de segurança na autenticação. Exemplo disso é a implementação de sistemas de autenticação multifator, por exemplo
  • Criptografia: dados armazenados e transmitidos são protegidos contra leitura indevida
  • Backups e recuperação: cópias de segurança atualizadas garantem continuidade do negócio
  • Monitorização e registos: deteta atividades suspeitas e permite reação rápida
  • Atualizações e patches: corrige fragilidades regularmente

Como controlar os acessos a informações sensíveis?

Para as empresas, não basta proteger os dados. É preciso controlar o acesso à informação, impedindo que pessoas não autorizadas consigam aceder a determinados dados.

Poderão fazer este controlo, implementando medidas como:

  • Autenticação multifator, MFA: que dificulta os acessos indevidos
  • Gestão de permissões: cada utilizador acede apenas ao que precisa
  • Registos de auditoria: permite rastrear acessos e problemas rapidamente

Como fazer backups e recuperar dados?

Mesmo com medidas de proteção, as falhas podem ocorrer. É importante garantir que em caso de perda de dados, existem meios que permitam a sua reposição.

Assim, o empresário deve garantir que o software de gestão e contabilidade que possui permite:

  • Realizar backups automáticos e regulares, de preferência em cloud e local físico
  • Ter um plano de recuperação de dados em caso de ataques

O software cumpre a lei de proteção de dados?

A legislação, como o RGPD, o Regulamento Geral da Proteção de Dados, em Portugal, exige que as empresas protejam informações pessoais com rigor. Antes de escolher um software de gestão e contabilidade, o empresário deve verificar se o mesmo está em conformidade legal. Ou seja, deve certificar-se que este permite a gestão de acessos, a obtenção de relatórios de auditoria e a recuperação de dados.

É o caso de softwares como o Centralgest Cloud que dispõem de uma série de ferramentas que fornecem máxima segurança na sua utilização. Trata-se de um programa que permite realizar backups automáticos, aplicar políticas de restrições de acessos e fazer auditorias e monitorização de registos.

Conclusão: que medidas priorizar?

A cibersegurança em softwares de gestão é um investimento estratégico. Cada vez mais, as empresas que negligenciam esta área arriscam não só perdas financeiras, mas também danos à sua reputação e sanções legais. Proteção de dados, controlo de acessos, atualizações regulares, backups confiáveis e formação da equipa são passos essenciais para operar de forma segura.

Empresários que priorizam uma boa estratégia de segurança conseguem fortalecer a resiliência do negócio. Deste modo, asseguram que a tecnologia trabalha a favor, e não contra, o crescimento da empresa. Por isso, é importante adotar equipamentos de segurança, sistemas informáticos e medidas de segurança que promovam a capacidade de resposta a incidentes.

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