Emitir faturas em moeda estrangeira é cada vez mais comum para empresas que trabalham com clientes internacionais. No entanto, faturar em dólares, libras ou outra moeda exige alguns cuidados. É importante garantir o cumprimento dos requisitos fiscais e contabilísticos em Portugal.
Neste artigo, explicamos quando pode faturar em moeda estrangeira, quais as regras a cumprir e quais os erros mais frequentes. Mostramos também como um software de faturação pode simplificar este processo.
Sim, a legislação portuguesa permite emitir faturas em moeda estrangeira, nomeadamente quando essa é a moeda acordada entre as partes.
Esta situação é habitual em empresas que:
Apesar de a fatura poder ser emitida na moeda acordada, continuam a existir obrigações fiscais que devem ser cumpridas em Portugal.
A fatura pode ser emitida em moeda estrangeira. No entanto, os elementos necessários para determinar o valor tributável em IVA estão expressos numa moeda diferente da moeda nacional. Logo, é necessário efetuar a respetiva conversão de acordo com as regras do Código do IVA.
Para esse efeito, a taxa de câmbio utilizada deve respeitar o previsto no artigo 16.º do Código do IVA.
Assim, a operação pode ser faturada na moeda acordada entre as partes. Contudo, os valores relevantes para efeitos fiscais e contabilísticos devem ser corretamente convertidos e registados em euros, quando aplicável.
Uma empresa portuguesa presta um serviço a um cliente dos Estados Unidos por 2.500 USD.
A fatura pode ser emitida em dólares. Porém, para efeitos contabilísticos, o valor deve ser convertido para euros, utilizando a taxa de câmbio aplicável.
Esta é uma das perguntas frequentes relacionadas com a faturação em moeda estrangeira.
Segundo o n.º 8 do artigo 16.º do CIVA, pode ser utilizada:
De acordo com o n.º 9 do mesmo artigo, o sujeito passivo pode ainda optar pela taxa:
É importante utilizar uma das taxas previstas na legislação e manter um critério consistente na conversão dos valores.
Desta forma, é mais fácil justificar a taxa utilizada e reduzir o risco de divergências em auditorias ou inspeções fiscais.
A moeda utilizada não altera, por si só, as regras de IVA aplicáveis. O tratamento do imposto depende da natureza da operação e das respetivas regras fiscais.
Por exemplo:
Assim, emitir uma fatura em dólares, libras ou outra moeda não determina se há ou não IVA. Quando necessário, os valores devem ser corretamente convertidos para efeitos fiscais.
Quando este processo é feito manualmente, é mais fácil cometer erros.
Os erros mais frequentes na faturação em moeda estrangeira são:
Embora alguns destes erros pareçam pequenos, podem originar diferenças contabilísticas e dificuldades no fecho do exercício.
Outro aspeto importante são as diferenças cambiais. Estas podem ocorrer quando a taxa de câmbio varia entre a data de emissão da fatura e a data do recebimento ou pagamento.
Assim, o valor efetivamente recebido ou pago em euros pode ser superior ou inferior ao inicialmente registado.
Uma empresa emite uma fatura de 5.000 USD.
Na data da emissão, esse montante corresponde a 4.350 €.
Na data do recebimento, devido à variação da taxa de câmbio, os mesmos 5.000 USD correspondem a 4.420€.
A diferença de 70€ corresponde a uma diferença cambial, que deve ser reconhecida contabilisticamente de acordo com as regras aplicáveis.
Por isso, é importante que o software de contabilidade permita acompanhar corretamente estes movimentos.
À medida que aumenta o número de clientes internacionais, a gestão da faturação pode tornar-se mais complexa.
Um software de faturação pode ajudar a automatizar várias tarefas da faturação internacional, como:
Desta forma, a empresa pode dedicar menos tempo a tarefas administrativas e concentrar-se mais na gestão e crescimento do negócio.
Antes de emitir uma fatura em moeda estrangeira, confirme sempre os seguintes pontos:
Esta verificação antes da emissão pode ajudar a evitar erros e correções posteriores.
A faturação em moeda estrangeira deve ser feita com atenção à conversão cambial, ao enquadramento fiscal e ao correto registo contabilístico. Automatizar algumas destas tarefas ajuda a reduzir o risco de erros e a simplificar o trabalho diário.
Com o CentralGest Cloud, pode emitir documentos em diferentes moedas, organizar a faturação internacional e integrar a informação com outras áreas.
Desta forma, a empresa consegue simplificar a gestão das operações internacionais, reduzir tarefas manuais e acompanhar a sua atividade de forma mais eficiente.
Tags: Taxa de Câmbio Moeda estrangeira Moeda nacional Faturação em moeda estrangeira Diferença cambial
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