Ter lucro é importante para qualquer empresa, mas não garante que existam sempre meios disponíveis para pagar as despesas do dia-a-dia. Uma empresa pode apresentar lucros elevados e, ainda assim, enfrentar dificuldades de tesouraria.
Por isso, uma boa gestão financeira depende do acompanhamento do fluxo de caixa. Saber quanto dinheiro entra, quanto sai e quando ocorrem esses movimentos é importante. Permite antecipar necessidades, cumprir pagamentos e tomar decisões com mais segurança.
Além disso, manter um fluxo de caixa saudável ajuda no equilíbrio financeiro da empresa e cria melhores condições para fazer crescer o negócio.
Neste artigo, explicamos o que é o fluxo de caixa, como avaliar a sua situação e quais as principais estratégias para o melhorar. Abordamos também os erros mais comuns e mostramos como um software de gestão pode ajudar a controlar a tesouraria.
O fluxo de caixa, ou cash flow, representa todas as entradas e saídas de dinheiro de uma empresa num determinado período. Ou seja, corresponde ao registo dos movimentos financeiros da empresa.
As entradas correspondem ao dinheiro recebido, como pagamentos de clientes ou rendimentos de investimentos. As saídas representam os pagamentos realizados, incluindo salários, dívidas a fornecedores, impostos, entre outros.
A diferença entre estes movimentos determina o fluxo de caixa da empresa. Deste modo, permite perceber se entrou mais dinheiro do que aquele que saiu e acompanhar a sua disponibilidade financeira.
O fluxo de caixa pode ser:
O fluxo de caixa reflete, assim, a saúde financeira da empresa. Demonstra se esta dispõe de liquidez suficiente para cumprir com os seus compromissos.
Embora relacionados, fluxo de caixa e lucro são conceitos diferentes.
O lucro corresponde à diferença entre os rendimentos e os gastos, segundo as regras contabilísticas. Já o fluxo de caixa corresponde à diferença o dinheiro que entra (recebimentos) e o dinheiro que sai (pagamentos).
Por exemplo, uma empresa pode realizar uma venda e emitir uma fatura que o cliente irá pagar apenas 60 dias depois. A venda contribui para o lucro, no momento da sua emissão, mas a entrada de dinheiro só se verifica posteriormente.
Por isso, as empresas podem apresentar lucros e, ao mesmo tempo, não terem dinheiro para fazer face aos seus compromissos.
Acompanhar o fluxo de caixa é essencial para qualquer empresa. Permite perceber se têm dinheiro disponível para cumprir com as suas obrigações e manter a atividade. É importante para:
Um fluxo de caixa saudável permite que a empresa tenha dinheiro disponível para pagar todas as suas despesas. Permite ainda manter a atividade sem dificuldades na gestão de tesouraria.
Contudo, não basta analisar se as entradas de capital são superiores à saídas de capital num determinado período. É importante analisar a evolução do fluxo de caixa ao longo do tempo. Desta forma, é possível perceber se existe equilíbrio entre os recebimentos e os pagamentos.
Há alguns sinais que podem ajudar a avaliar a situação:
É importante fazer esta avaliação regularmente. Um fluxo de caixa positivo num determinado mês é um bom sinal. Todavia, deve ser analisado em conjunto com a evolução financeira da empresa.
Melhorar o fluxo de caixa exige controlar as entradas e saídas de dinheiro. Existem algumas estratégias que podem ajudar a manter este equilíbrio.
Quanto mais cedo a empresa receber dos clientes, menor será a pressão da tesouraria, pelo que deve adotar as seguintes medidas:
•Faturar rapidamente: a empresa deve emitir as faturas assim que o serviço é prestado ou o produto é entregue. Um atraso na faturação pode também atrasar o recebimento
•Acompanhar os pagamentos: a empresa deve controlar as faturas a vencer e as faturas em atraso. É importante enviar lembretes aos clientes e, quando necessário, negociar planos de pagamento para regularizar os valores em dívida
•Incentivar o pagamento antecipado: em alguns casos, pode ser vantajoso oferecer incentivos ou descontos aos clientes que paguem antes do prazo. Deve, no entanto, avaliar o impacto desse desconto na rentabilidade
A gestão dos pagamentos também influencia diretamente o dinheiro disponível na empresa:
•Negociar com fornecedores: deve procurar negociar prazos de pagamento adequados às necessidades da empresa, sem comprometer a relação comercial
•Organizar os pagamentos: planeie as datas de pagamento para facilitar a gestão de tesouraria e evitar saídas de dinheiro inesperadas
•Evitar pagamentos antecipados desnecessários: não deve antecipar pagamentos quando não existe uma vantagem financeira, como um desconto por pronto pagamento
Controlar as despesas não significa simplesmente cortar custos. O objetivo é perceber onde está a ser utilizado o dinheiro e identificar oportunidades de poupança, pelo que deve:
•Rever as despesas: deve analisar regularmente as despesas fixas e variáveis. Deve ainda eliminar gastos desnecessários e avaliar a possibilidade de renegociar contratos de serviços
•Gerir os stocks: deve evitar acumular stocks, pois representam dinheiro imobilizado. Deve procurar manter quantidades ajustadas às necessidades do negócio
•Definir um orçamento: é importante estabelecer limites para as principais despesas e acompanhar os desvios entre os valores previstos e os valores reais
Antecipar entradas e saídas permite identificar possíveis dificuldades antes de estas acontecerem, pelo que é importante:
•Criar um mapa de tesouraria: é importante estimar os recebimentos e pagamentos futuros. Assim, é possível antecipar períodos de menor liquidez
•Analisar diferentes cenários: há que considerar o impacto de situações como redução das vendas, atrasos nas contas a receber ou aumento das despesas
•Criar uma reserva financeira: é importante manter uma reserva para despesas inesperadas ou períodos de menor atividade. O valor deve ser ajustado à realidade e aos riscos da empresa
Mesmo uma empresa com boas vendas pode enfrentar dificuldades de tesouraria. Alguns erros de gestão podem criar desequilíbrios entre o dinheiro que entra e aquele que é necessário para pagar as despesas.
Entre os erros mais comuns estão:
Identificar estes erros e acompanhar regularmente as receitas e despesas permite agir mais cedo e reduzir o risco de dificuldades financeiras.
O fluxo de caixa deve ser acompanhado regularmente, uma vez que a situação da tesouraria pode mudar rapidamente.
Este acompanhamento permite comparar os valores previstos com os movimentos reais, identificar atrasos nos recebimentos e antecipar períodos de menor liquidez.
A frequência desta análise depende de cada negócio. O mais importante é manter a informação atualizada para identificar dificuldades e tomar decisões atempadamente.
Acompanhar entradas, saídas, recebimentos e pagamentos pode tornar-se mais complexo à medida que a empresa cresce. Um software de gestão ajuda a centralizar esta informação e facilita o controlo financeiro.
Soluções como o CentralGest Cloud disponibilizam ferramentas que automatizam e simplificam este processo e permitem:
•Controlo atualizado: acompanhar entradas e saídas de dinheiro e ter uma visão clara da situação financeira
•Previsões: antecipar recebimentos e pagamentos e identificar possíveis necessidades de tesouraria
•Obter relatórios e indicadores: aceder a relatórios e facilitar a análise da informação financeira
•Integração da informação: ligar áreas como faturação, contabilidade, gestão de stocks e outras áreas, reduzindo tarefas manuais e informação dispersa
Ter esta informação organizada facilita o acompanhamento do fluxo de caixa e ajuda a tomar decisões com maior segurança.
Manter um fluxo de caixa saudável exige planeamento, controlo e um acompanhamento regular. Ao gerir melhor os recebimentos, pagamentos e despesas, a empresa consegue antecipar dificuldades e preparar-se para períodos de menor liquidez.
Com informação atualizada e ferramentas adequadas, como o Centralgest Cloud, torna-se mais simples manter o equilíbrio financeiro. Deste modo, é mais fácil criar melhores condições para o crescimento do negócio.
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