Os principais erros financeiros dos empresários incluem confundir faturação com lucro, misturar finanças pessoais e empresariais e não controlar a tesouraria. Estes problemas podem comprometer a rentabilidade e a liquidez, mesmo quando as vendas aumentam. Conhecer os riscos e acompanhar os principais indicadores financeiros ajuda a evitá-los e a melhorar a gestão da empresa.
Sim. Confundir faturação com lucro é um erro financeiro, pois pode criar uma perceção errada sobre a situação financeira da empresa.
Faturar mais significa aumentar as vendas, mas não significa necessariamente obter mais lucro. Para perceber se um negócio é rentável, é necessário considerar os custos associados à atividade.
Imagine uma empresa que fatura 20.000 euros num mês e que suporta 18.000 euros em custos e encargos. A sua situação é muito diferente da de outra empresa que fature o mesmo, mas tenha apenas 12.000 euros de custos.
Por isso, além da faturação, para uma boa gestão financeira, é importante acompanhar indicadores como:
Faturação não é lucro. A faturação mostra quanto a empresa vende. A rentabilidade ajuda a perceber quanto é que a empresa consegue efetivamente gerar com as vendas.
Misturar as finanças pessoais com as empresariais dificulta o controlo dos custos, a análise da rentabilidade e a avaliação do dinheiro disponível.
Utilizar a conta empresarial para pagar despesas pessoais ou retirar dinheiro sem controlo pode criar uma imagem errada da situação financeira do negócio.
A separação entre as finanças pessoais e empresariais deve existir desde o início, mesmo em empresas pequenas. Para isso, é importante ter uma conta empresarial.
Contas bancárias distintas para fins pessoais e empresariais ajudam a manter a informação organizada e a cumprir as obrigações aplicáveis.
O saldo bancário da empresa mostra o dinheiro disponível num determinado momento, mas não considera os pagamentos e recebimentos previstos.
Parte do valor disponível no banco pode estar destinado ao pagamento de IVA, salários, Segurança Social, fornecedores ou outras obrigações. Por isso, é importante acompanhar a gestão de tesouraria.
O empresário deve conhecer o saldo bancário atual e as entradas e saídas previstas. Uma projeção de tesouraria permite antecipar períodos em que os pagamentos poderão superar os recebimentos.
Por exemplo, uma empresa pode ter 30.000 euros na conta bancária. Contudo, tem 22.000 euros de pagamentos previstos e apenas 5.000 euros de recebimentos confirmados. Logo, a sua margem financeira é inferior à sugerida pelo saldo bancário atual.
Sim. Atrasos nos recebimentos podem provocar dificuldades de tesouraria, sobretudo quando a empresa precisa de pagar antes de receber dos clientes.
O controlo do prazo dos recebimentos é essencial para uma boa gestão de tesouraria. Uma empresa pode emitir uma fatura hoje e receber apenas 30, 60 ou 90 dias depois. Entretanto, terá de suportar salários, pagamentos a fornecedores e impostos.
A ausência de controlo sobre o prazo de recebimento pode significar que a empresa poderá enfrentar falta de liquidez.
Para reduzir o risco de problemas de liquidez, as empresas devem acompanhar:
Devem existir ainda procedimentos de cobrança para evitar problemas de liquidez. Enviar avisos antes ou depois do vencimento pode evitar que uma fatura esquecida se transforme numa dívida difícil de recuperar.
A falta de um orçamento dificulta o planeamento financeira e a identificação antecipada de desvios entre receitas e despesas.
Um orçamento permite prever receitas, custos, investimentos e necessidades financeiras. O seu principal valor está na possibilidade de comparar o previsto com o realizado.
Por exemplo, suponhamos que uma despesa estava estimada em 3.000 euros e termina o trimestre nos 5.000 euros. Existe um desvio claro relativamente ao orçamento que merece ser analisado.
O acompanhamento do orçamento ajuda a detetar aumentos de custos, a ajustar decisões e a evitar surpresas.
O orçamento deve ser revisto regularmente porque fornecedores, salários, preços e vendas podem mudar durante o ano.
Sim. Definir preços sem conhecer os custos reais pode comprometer a rentabilidade, mesmo quando a empresa vende bastante.
Antes de estabelecer o preço de um produto ou serviço, é necessário conhecer os custos envolvidos. Além do custo de produção ou aquisição, podem existir despesas com pessoal, transporte, armazenamento, energia, comissões, software e instalações.
Uma empresa pode aumentar as vendas e continuar com margens reduzidas se os preços não acompanharem a evolução dos custos. Por isso, os preços e as margens devem ser analisados periodicamente, e não apenas no lançamento de um produto ou serviço.
Planear os pagamentos de impostos ajuda a evitar dificuldades de tesouraria e garante que a empresa dispõe dos valores necessários nas datas previstas. Um erro frequente cometido pelas empresas é considerar os impostos apenas quando chega o momento de os pagar.
Obrigações relacionadas com IVA, retenções na fonte, contribuições para a Segurança Social e outros encargos devem fazer parte do planeamento financeiro das empresas.
Reservar antecipadamente os montantes necessários para o pagamento de impostos reduz o risco de chegar à data de pagamento sem liquidez suficiente. Um calendário financeiro e fiscal também permite identificar os períodos com maior concentração de pagamentos de impostos e fazer a gestão da tesouraria.
Sim. Tomar decisões sem informação financeira atualizada pode levar a investimentos ou despesas que a empresa não tem capacidade para suportar.
Contratar colaboradores, comprar equipamento, aumentar stocks ou abrir um novo estabelecimento são decisões que devem considerar a situação financeira do negócio.
Contudo, quando a informação financeira está dispersa em várias plataformas, a tomada de decisão torna-se mais difícil.
Com informação financeira atualizada e centralizada, torna-se mais fácil responder a perguntas essenciais para a toma de decisão:
As respostas a questões sobre a situação financeira da empresa permitem tomar decisões sustentadas por dados, em vez de depender apenas de perceções.
Para evitar erros financeiros, os empresários devem criar processos simples que permitam acompanhar regularmente a situação do negócio.
Uma boa gestão financeira começa por separar as finanças pessoais das empresariais, controlar recebimentos e pagamentos, acompanhar custos e fazer previsões de tesouraria. Também é importante analisar os resultados com frequência. Esperar pelo final do ano para avaliar a atividade reduz a capacidade de corrigir problemas.
A tecnologia pode simplificar a gestão de tesouraria e prevenir erros financeiros, sobretudo quando as várias áreas da gestão trabalham de forma integrada.
Quais são os erros financeiros mais comuns na gestão de empresas?
Não existe um único erro financeiro comum a todas as empresas. No entanto, confundir faturação com lucro e não controlar a tesouraria são falhas que podem comprometer a gestão financeira.
Uma empresa pode ter lucro e ficar sem dinheiro?
Sim. Uma empresa pode apresentar lucro contabilístico e enfrentar dificuldades de tesouraria, por exemplo, quando os clientes demoram a pagar. Por isso, é importante acompanhar os resultados e os fluxos de caixa.
Com que frequência deve uma empresa analisar a sua situação financeira?
A tesouraria e os pagamentos previstos devem ser acompanhados regularmente. A análise de custos, margens e resultados pode ser realizada mensalmente, ajustando a frequência à dimensão e às necessidades da empresa.
Que indicadores financeiros devem os empresários acompanhar?
Entre os principais indicadores estão a margem de lucro, despesas fixas e variáveis, a liquidez e evolução dos resultados. A escolha depende da atividade da empresa.
Evitar erros financeiros é possível tendo informação organizada e disponível no momento certo. Com o CentralGest Cloud, as empresas podem centralizar diferentes áreas da gestão e acompanhar informação relevante para a tomada de decisão.
Através dos módulos Comercial e Financeiro do Centralgest Cloud, é possível gerir faturação, pagamentos e contas correntes. A integração com a contabilidade contribui para uma visão mais completa da atividade. Assim, o empresário consegue acompanhar o que vendeu, quanto tem a receber, quais os pagamentos pendentes e como está a evoluir o negócio.
Com a informação financeira mais organizada e atualizada, no Centralgest Cloud, torna-se mais fácil evitar erros e tomar decisões com maior segurança.
Tags: Empresários Gestão Empresas Software de Gestão Integrado Erros Financeiros
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